quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Retrospectiva MMVIII... por quê?

[Cris d'Aveugle]
Engraçado, mas as pessoas parecem gostar de terminar e iniciar ciclos em dados momentos .Iniciar dietas (mas só na segunda feira). Iniciar processos para parar de fumar (assim que eu terminar esse maço), iniciar a academia (logo que eu terminar a faculdade), iniciar um relacionamento sério (assim que eu estiver financeiramente estabilizado). Quantas promessas, não? Será que metade delas serão cumpridas? Ou ainda, será que metade delas serão respeitadas? E se a segunda feira não chegar? E se você morrer no penúltimo cigarro? E se a faculdade te segurar por nove anos? E se você não conseguir estabilidade financeira?
[25 Minutes To Go (live)]
E se você morrer amanhã???
[How Shall Our Judgement Be Carried Out Upon The Wicked?]
Respeito estes ciclos de virada de ano, embora não me enquadre neles. O que me preocupa é a maneira como as pessoas se prendem a isso. Por que é necessário esperar até o próximo ano para doar sangue, abraçar seu filho ou dizer a aquele amigo ou amiga que o ama? Por que é necessária a ascenção do "espírito natalino" para levar comida à populações carentes. Crianças não têm fome durante os outros onze meses do ano? Seria isso caridade com hora marcada, ou na realidade, uma forma de aliviar a consciência perante o desconhecido (e temido)?
[Lonely Woman]
Acredito que se alguém faz o possível para aliviar o sofrimento de outrem, suas razões para fazê-lo são não fazem tanta diferença para quem tem o sofrimento minimizado. Mas, no íntimo do benfeitor, fazê-lo por medo, dinheiro ou convicção ideológica são atitudes com pesos absolutamente diferentes. Então, por que não sermos "egoístas" e fazermos o bem também a nós mesmos ao ajudar o próximo? Por que não fazer deste ato de desprendimento algo que nos trará alegria e coisas boas a longo prazo? Por que não durante os outros onze meses?
[See That My Grave Is Kept Clean]
Então, tentando me fazer compreender utilizando-me do "subconsciente coletivo", Utilizar estes últimos dias de MMVIII para planejar como "se fazer bem" daqui para frente pode ser uma atitude interessante.
[Artemis]
Agora, voltando a ser eu mesmo, afirmo que não sou tão diferente. Almejo a melhora sempre, mas ainda me sinto preso a velhos discursos, velhos preconceitos, velhas tradições que, analisando friamente, percebo que são inúteis, verdadeiras geradoras de "anátemas sufocantes". Mas eu não quero isso para mim. Não quero desejar às pessoas algo que não acredito como sendo verdadeiro. Não quero planejar, reavaliar, e chegar à conclusão que nada mudou, nem mudará. Eu faço. Eu mudo. Eu sou.
[This Is The Law Of The Plague]
Seja em MMVIII ou em MMIX, eu sou.
[Iron Lady (live)]
Pensem nisso companheiras. Eu não sou um exemplo a seguir. Sou um amigo a se ouvir.

MMVII-MMIX

Às queridíssimas companheiras de Blogosfera: Amanda, Dayane, Su/Severina, Natália, Jaya, Barbara, Veronica, Laura & Robs - muita beleza & sorrisos. Não a beleza da modelo magrela e anêmica da capa de revista. Não o sorriso do OPTLMK. Tudo em sua real concepção. Tudo orgânico!!! Grato por sua paciência comigo!!!

Küssen und Bis Bald.

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A trilha sonora que embala estas linhas é de autoria de Diamanda Galás.
A trilha sonora que embala esta página é uma forma de compartilhar meu Amor com todos que a visitam.

Diamanda Galás: "Birds of Death"

6 comentários:

Amanda Bia disse...

confesso que faço parte desse pessoal que começa o regime na segunda. não que me orgulhe com isso, mas a gente acaba sendo levado pela maré. mesmo ela não sendo a melhor de todas. quem sabe um dia isso tudo não mude!
feliz natal meu querido!
amo-te!
beijo!

laura sobenes disse...

(allan querido: acabei de escrever um texto incrível, super comovente, mas não consegui postá-lo). Enfim... essas coisas acontecem.

Muito obrigada pelas palavras, pelos votos de mudança... por me mostrar Diamanda.

Sabe, amigo, eu também não compartilho destes sentimentos clichês de final de ano típicos do senso comum. Mas este ano, passei meu natal em família (não na minha, claro), troquei presentes de amigo secreto e joguei truco com meus "novos primos"... tudo muito bom. Sabe, eu acredito que, às vezes, precisamos destes momentos clichês para não nos sentirmos tão peixes fora d'água, como na maior parte do tempo nos sentimos...

... bom, meu amigo peixe, fico por aqui te desejando que os doze meses de 2009 sejam incríveis e cheios de mudanças para melhor e constante crescimento pessoal.

Natália disse...

É por isso que não se deve deixar as pessoas que amamos com palavras ruins. Quero que vc saiba que vc sempre será o meu monstrinho amado :)... E independente da mudança dos anos, das vidas, e das oportunidades, há certos valores que não irão se alterar jamais!


Bjus!

M.Leonidio disse...

Allan, parabéns!

Seu texto, sua reflexão, seu tapa virtual com luva de pelica, é absolutamente brilhante. Brilhantes também são suas impressões, externadas nesse blog, que merece ser mais e mais visitado e deliciado por todos que têm visão crítica ou não do mundo contemporâneo. Entre os links preferidos do meu blog, KRIPPENDORF & SATRIANI, tem seu papel de destaque.

Marcos Leonidio
http://marcosleonidio@blogspot.com

Su disse...

abe aquela historia de que no fim gente pensa do começo?
eu acho que é isso o que acontece, o que nos faz querer fazer tantas promessas.

o clichê estaem todos os lugares, e em todos os desejos... ninguém escapa de ser clichÊ ao menos algumas vezes por ano.

eu sou, eu faço em 2008 ou 2009, ou o que for!

te adoro amigo querido...
beijos saudosos!

Anônimo disse...

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