sexta-feira, 21 de março de 2008

Nojo gay

[Type O Negative: “Burnt Flowers Fallen”]

Estranheza? Talvez. Risos? Provavelmente, frutos de uma ignorância congênita jamais curada. Raiva? Creio ser o primeiro passo para a aceitação pessoal. Nojo? Nojo??? Alguém poderia me explicar, por mil demônios, por que NOJO??? Qual é o pecado ou crime? Talvez, o maior erro seja nadar contra a maré do ódio.

[Marilyn Manson: “Putting Holes In Happiness”]

Sempre imaginei que certas características fossem naturais de localidades menos instruídas de meu país, todavia, engano-me mais uma vez. Em habituais passeios pelo centro de minha amada São Paulo, onde a plebe e os patrícios convivem em sua harmoniosa desarmonia, deparo-me com imagens e situações que fogem à compreensão humana. Minto. Fogem à compreensão de qualquer um que preze pela cartilha da coerência de atos e palavras. Deparo-me com aqueles que emporcalham minha gloriosa cidade. Mas não com pratos plásticos de pamonha ou latas de Coca-Cola Zero, e sim com sua nauseante presença. Nazista, eu? Acalmem-vos, nobres leitoras, o ponto de vista é naturalmente outro. É exatamente destes que trato. Nazi Raus!!! Porém, minhas caras leitoras, se ao acaso imaginam que me refiro a WP’s ou Nazi punks, enganam-se. Refiro-me à atitude nazista de cada dia. Além de Kassab, a Totenkopf está em nós.

[Cordel do Fogo Encantado: “O sinal ficou verde (ou além do Bem e do Mal)”]

Sim, pode parecer radical, mas são os “normais” que diminuem os parias, ou não? – Neste ponto, deveis estar a indagar-vos: “E o nojo lido no início do texto?”. Pois é, minhas caras... Relatar-vos-ei uma experiência vivida a pouco, crendo, desta forma, dirimir qualquer dúvida entre a relação morfológica desta construção textual cheia de tijolos apodrecidos.

[The Garden Of Delight: “Christendom”]

Estava eu a caminhar pelas imediações da Sé, Anhangabaú e outras localidades do centro, com minha “jaqueta de nacionalista de merda, fascistinha filho-da-puta”. Após ser cordialmente cumprimentado por alguns skinheads e skingirls desconhecidos [nacionalistas, não nazistas], somando mais ou menos uns 15 elementos, deparo-me com uma cena inusitada. Havia duas garotas subindo em direção ao Centro Cultural Banco do Brasil. Estavam de mãos dadas, uma usava a camiseta do Teatro Mágico e tênis All Star, enquanto sua companheira trajava uma singela blusa preta, calças jeans e uma delicada sapatilha. No punho desta segunda, havia uma pulseira que me remeteu aos triângulos roxos utilizados na Polônia nos anos 30. Tinha as cores do arco-íris. Parei para ver o que poderia acontecer. O que provavelmente iria acontecer.

[Borodin: “Danças Polovtsianas, de ‘Príncipe Igor’”]

Pois bem. As skingirls pararam o casal para conversar. Casal que, por inocência, talvez, não atentara para os bicos de ferro nos coturnos e os socos ingleses nos bolsos. Seria ali, em frente ao Bar Bohemia, uma representação da ultra-violência desnecessária e gratuita. Mas, felizmente [?] havia alguns representantes da Guarda Civil Metropolitana, que ao menos insuflaram certo receio aos falsos defensores do Brasil. Todavia, o problema central não é esse.

[Chico Buarque: “João E Maria”]

Posteriormente, ouvem-se comentários da seguinte natureza: “Tinha que bater mesmo. Se eu tivesse uma filha ‘sapatona’, nunca mais olhava na cara dela! Antes ter filha puta que ‘sapatona’”, ou também “Não sei por que a GCM se intromete. Errada são as mina. Ninguém é obrigado a ver esse monte de sapata e viado andando por aí. Nossa, veio, dois maluco barbado se beijando, que nojo!!!”, ou melhor, e mais simples & direto: “Duas mulheres, além de errado aos olhos de Deus, é nojento!”. E não são comentários vindos de nenhuma facção nazista ou fascista. São de gente normal, que pega metrô e trabalha para se sustentar. A estes, eu pergunto: “De onde vem seu nojo?” – Talvez quando estes senhores da moral e da sabedoria perceberem que a diversidade sexual só é pecaminosa e imoral por ser danosa ao capitalismo [é, este capitalismo tão execrado, este que vocês usam para atacar sem foco certo, e sem exato conhecimento], então, caiam em si, e vejam o quão estúpidos são.

[Morphine: “The Night”]

Para ignorantes, há cultura. Para preconceituosos, há o espelho de suas ações. O seu nojo me inspira ódio.

-+-xXx-+-

Agora, após esta singela expressão de repudio à homofobia, vamos aos selos...




Este aqui é by Naná. Vielen danke!!! Adorei o Astrobaldo!!!






Já este "Blogger del dia" veio... da Naná também...







Precious Illusions. Amei a arte... assim como amo Alanis. Fico assaz lisongeado por receber este, que, surpreendentemente, veio... da Naná!!!

Duvido vocês adivinharem quem me passou este selo... tempo... 5... 4... 3... 2... 1... Naná!!!




Já este selo, ao contrário de todos os outros, eu recebi da.. Naná [ok, já está perdendo a graça...]

E este, finalmente...diretamente do norte do país... indicação jayazística. Jaya, amei muito mesmo!!!


The Corrs: "Toss Of Feathers"

Para descontrair...

Sobre vegetarianismo...
Vou lhes contar sobre certa vez algo que me aconteceu, um fato não de alta transcendência; mas sim, precisamente jocoso. Contava eu já com alguns anos da prática vegetariana que, decerto, já havia me rendido algumas aventuras nesse mundo administrado extremamente por pessoas que, em maioria, pertencem à ordem dos onívoros. A compreensão desses segundos, ditos normais, para com os primeiros não é de fácil explanação, haja vista, os inúmeros problemas que detalharei doravante. Foram muitos os enganos já passados. Inúmeras também foram as discriminações sofridas, outrora igualmente, descasos. Como exemplo entre tantos casos posso citar que em determinadas padarias, alguns atendentes cismam freqüentemente que pizzas de mussarela têm de possuírem presunto. Sendo a pizza de mussarela como compreender a inserção do presunto? Sendo assim, às vezes indago ao atendente: - Senhor, eu não como carne e esta pizza, que está no menu deste restaurante e que recebe o nome de “pizza de mussarela”, veio com presunto! E em seguida o sujeito responde de pronto: - Mas não tem carne, só mussarela e presunto! Mas o presunto não é só artifício de pizzaiolos, ou mesmo mais uma substância que compõe uma gama da gastronomia mundial. Certa vez estava em um restaurante de uma cidade praiana, acompanhado de minha senhora, quando realizei um pedido de um simples macarrão alho e óleo. Esperei por alguns minutos. Eis que de repente, o indubitável acontece: o garçom nos traz a impagável surpresa; o macarrão não possuía apenas o seu normal, como estava descrito no cardápio, e sim, além disso, trazia junto a ele fragmentos do afamado presunto. Além desses infortúnios, vale ressaltar que nós, os vegetarianos, escutamos comumente algumas confusões ou perquirições inexplicáveis, tais como: - Você não come carne não é? - Não – respondo categoricamente. - E frango, você come? – Insistem, e não contentes ainda exultam mais: - Ah! Mas peixe você come, não é? Com tantos equívocos assim, às vezes imagino um vergel, uma horta, ou mesmo uma seara onde são colhidos presuntos, frangos ou peixes, penso que na cabeça dessas pessoas o presunto pertence indubitavelmente à categoria dos legumes, frutas ou vegetais. Porém, além dessas confusões uma grande aventura estava reservada a mim, quando de uma dissaborosa passagem numa empresa em 2005, onde exercia a função de assistente de biblioteca, da qual prefiro não entrar em minudências. Nesta tal corporação eu levava todos os dias um recipiente para se carregar comida, popularmente conhecido pela a alcunha de marmita. No momento sacro, o almoço, dirigia-me em direção ao refeitório e retirava minha pequena vasilha em meio a tantas outras que disputavam com afinco por um espaço, o que me lembrava uma cena do metrô da zona leste paulistana. Obviamente que confusões aconteciam. Naquele dia estava faminto, e em pouco tempo a localizei. Sentei e meditei por alguns segundos de olhos fechados e em seguida os abri. Após isso, abri também o invólucro de meu almoço. Assombrado, arregalei os olhos. Bestificado, não acreditava no que estava diante de mim. “Meu Deus, o que isso?” Pensei. Minha feição também preocupou uma companheira de trabalho que acabara de sentar a minha frente e que me perguntou sobre o que se passava comigo. E logo percebeu que eu havia cometido um erro grave, e que possivelmente, por engano, teria retirado uma outra marmita. A quantidade de carne que via naquele momento me levou a inquirir sobre a possibilidade de que o verdadeiro dono daquela marmita não era apenas um onívoro ou carnívoro. Provavelmente o sujeito proprietário daquela refeição era um descendente dos índios goytacazes que habitaram a costa litorânea do Rio de Janeiro nos séculos XV e XVI, dos quais adoravam um banquetinho antropofágico. Dentro da marmita havia gigantescos bocados de lingüiça, além de lombo, alcatra, maminha, picanha, lagarto, entre outros répteis e talvez até pedaços humanos, em meio a uma comedida porção de arroz e feijão. Este susto terrível marcou-me por muito tempo, algo que me induzira a não perpetrar novamente este erro por um longo período da minha vida.

Paulo Tácio
-+-xXx-+-
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Texto muito divertido e interessante de meu nobre companheiro Paulo Tácio... outros deste camarada em breve figurarão nesta página.
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Type O Negative: "Love You To Death"

Feliz Páscoa

[Nina Simone: “Ne Me Quitte Pas”]

Ressucita! Volta à vida de sua fétida tumba. Traz de volta aos nossos dias todo o Evangelho da podridão. Ressucita!

[Opeth: “In My Time Of Need”]

Tu és aquele perante o qual todos se curvam. Curvam-se por quê? É, por acaso, digno de reverência, aquele que ensina a anti-natureza? Aquele que diz a todo ser que tem o instinto, que ter tal instinto é errado; é este ser digno de louvores e glórias? Se não nos é interessante exercer aquilo ao qual nossa natureza nos inclina, por que criar-nos com tal inclinação? Para fazer-nos de títeres de escárnio? Talvez sim. Mas permanece a pergunta: o ser que ri de nós por puro sadismo merece seus joelhos dobrados?

[She Wants Revenge: “Written In Blood”]

Por mil demônios! Qualquer pessoa minimamente coerente compreende que a covardia é aceitável, mas tomá-la como filosofia de vida é absolutamente repugnante. Pois bem. O que é, senão um cão covarde, aquele que ensina a seus discípulos que, ao receber um tapa na face direita, deve-se oferecer também a esquerda?

[Chico Buarque: “Noite Dos Mascarados”]

Erguer a cabeça perante os algozes é a auto-preservação, a mais alta das leis. Uma vez foi dito que a Lei Maior é amar ao próximo, mas quem disse isso disseminou o Amor ou as guerras ao redor do mundo? O livro mais vendido da história, um verdadeiro tratado de paz e Amor; não é este mesmo livro o maior causador de guerras de todos os tempos? O que peço não é ódio ou revolta. É apenas coerência.

[Los Solistas de Zagreb: “‘Concierto en La’: 1.Allegro molto”]

Neste clima ameno, desejo a todos uma feliz celebração da suposta ressurreição do disseminador da “Filosofia do Fracassado”. Mergulho o dedo no sangue aguado do impotente salvador e, em sua fronte cravejada de espinhos, escrevo “Eis o Verdadeiro Príncipe dos Escravos”. Não há Deus. Há masturbação espiritual.

Ministry: "Jesus Built My Hotrod"

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Seqüência lógica [ou não]...

Sábado de visita técnica ao centro de minha amada cidade de São Paulo. Visualização do programa “Holocausto Paulistano”, posto em prática por nosso ilustre prefeito Adolfo Benito Kassab. A quem ignore, mendigos estão sendo retirados de diversas áreas “nobres” do centro da cidade, para que estas sejam utilizadas em prol do maior câncer já criado pela humanidade: o Turismo Sustentável. [Na realidade, o câncer é apenas o Turismo, porém, o processo de lavagem cerebral ao qual tenho sido submetido desde 2006 alcançou um estágio no qual os termos de persuasão da maligna política de turismólogos sem coração já se apregoaram tal qual tatuagem em meu córtex...] A quem possa interessar, esta retirada não está sendo realizada de forma pacífica. Qualquer semelhança com a Europa de meados dos anos 30 não será mera coincidência.

Visita à casa de um companheiro querido, com companhias não tão queridas assim. Chuva. Muita chuva. Tosse seca, constante, dolorosa e desesperada. Garganta inflamada. Iodo.

Projetos de readequação do centro da cidade [tradução: imitações canhestras de Gestapo, SS & Totenkopf gratuitas, financiadas pela nobilíssima instituição federal na qual me encontro matriculado]. Gritos. Estresse. “SE EU NÃO FIZER ESSA PORRA, NINGUÉM FAZ!!!”. Elogios de natureza semelhante. Tosse igualmente dolorosa. Garganta fechando. Crise de asma.

Fofocas. Chuva. Tosse desaparece [“A hora mais negra vem antes da aurora” – The Mission in “The Light That Pours From You”]. Sono agitado.

Telefone. Contratação. Novo emprego na área de monitoria. Star Wars. Salário maravilhoso. Serviço idem. Alegria inigualável. Palavrões e muito E.B.M. para comemorar.

Aniversário. Pessoas desagradáveis. Aniversariante querida. Responsabilidade de acordar cedo no dia seguinte, em virtude do treinamento para o novo emprego. Leve tosse.

Treinamento. Descoberta mágica: Star Wars é uma doença. Fãs de Star Wars definitivamente não são pessoas normais. Frio a 28°C. Leve dor de cabeça. Horário de almoço. Comida chinesa [onde o vegetarianismo definitivamente não tem vez...]

Febre muito alta durante o treinamento [“A aurora vem antes da hora mais negra.” – Allan in “Desconstruindo The Mission”]. Tosse absurdamente dolorosa. Dores por todo o corpo. Semi-desmaios também durante o treinamento. Dor de cabeça infernal. Muitíssimo frio. Casal querido que está sempre ao meu lado quando preciso, como uma mão que lava a outra. Casa. Meu Amor ao telefone. Saudades. Banho. Chá. Mais iodo. Paracetamol. Muito paracetamol. Lutadores de Caratê dentro de cada um de meus neurônios. Muita tosse. Muita dor pelo corpo inteiro.

Celular despertando às 06h00min para mais um dia de treinamento na nobre arte de Star Wars. Tosse violenta. Expectoração. Expectoração. Expectoração com sangue. Expectoração com muito sangue. Treinamento muito lúdico & divertido. Pessoas com medo de contrair tuberculose durante o treinamento. Pessoas com arrogância a nível 10 e conteúdo a nível 2. Muito suor. Muito frio.

Tosse diminuindo. Allan repensando a respeito de “Desconstruindo The Mission”. Leve dor de cabeça. Pensamento militar [no Caratê, o sensei ensina que “Soldados não sentem medo! Soldados não sentem dor! Soldados não conhecem o ‘porém’! Soldados seguem em frente SEMPRE!” – Este pensamento militar me segue desde os oito anos...]. Parada para relatar uma semana corrida e dolorosa para aquelas [Sim, AQUELAS. Nenhum homem, ou pseudo-homem, visita esta página] que porventura se divirtam visitando esta página. Então, minhas nobres companheiras, divirtam-se.

SAG AUF WIEDERSEHEN!

SAG AUF WIEDERSEHEN!

SAG AUF WIEDERSEHEN!



Hocico: "Gota de Sangre"

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Einstürzende Neubauten: "ZNS"


Acorde!
Estrelas em meus olhos, dedos como gelo
O que devo fazer quando acordo tremendo
E o quarto está de cabeça para baixo?
O Sistema Nervoso Central dança
Ele dança, o sistema nervoso central dança
Circula a circulação
E tudo narra em círculos, por toda parede
Girando e virando ao contrário
O Sistema Nervoso Central dança
Ele dança, o sistema nervoso central dança
Ele dança o blackout
Não consigo me lembrar de nada
O seguro saúde está dançando
O colapso está dançando
O barulho branco está dançando
1,2,3 e 4 o sistema nervoso dança
O que está acontecendo aqui?
O que está acontecendo aqui?
Alguma coisa errada? O que acontece?
O sistema nervoso dança
Estimulantes
Dança estimulantes para além do bem e do mal
“Aquilo que não me mata, fortalece”!
Friedrich N. – Pare!
Você consegue ouvir esse sunido?
Você consegue ouvir esse zumbido?
Não me enlouqueça!
Pare de empurrar
Pare de ascender
Eu já estou indo ou não é você?
O sistema nervoso dança
Faz uma música e dança
Estômago inflamado, tenha certeza de comer
Não pense sobre isso
Não pense sobre nada
As multivitaminas dançam
O sistema nervoso central dança
Já foi o suficiente
Acho que vou me retirar
Desse completo clube de idiotas
Diga adeus, diga adeus, diga adeus
Ao sistema nervoso!

---xXx---

Toda a postura dadaísta do Einstürzende Neubauten, seja na composição de suas músicas, em sua insana execução, ou nas caóticas apresentações da banda [caso alguém desconheça, os shows do Neubauten costumam terminar em incêndios purificadores, que, não raramente, fogem de controle e atingem não apenas à banda], tem se aplicado tanto à minha vida... Talvez a ausência de um sentido linear para a execução, seja de minha obra artística, seja de meus estudos acadêmicos, constitua um caminho mais aprazível, e, talvez, até mais eficiente a ser seguido. Talvez, meu próximo passo enquanto estudante ou compositor seja, realmente, dar adeus ao sistema nervoso, como Blixa Bargeld canta tão entusiasticamente nesta maravilhosa [e caótica] ZNS.
Ao contrário do que possa parecer, este novo enfoque da vida me agrada. Por que não a ausência de sentido? O mundo não vive hipocritamente através de milhares de “porque sim” e “porque não”? Será tão imoral agir da mesma forma, porém, assumindo estas atitudes? Seria imoral matar “porque sim”? Não, imoral é não ser hipócrita.

Joguinho: Imoral ou não?
Assinale os pontos de alta imoralidade.

[x] Beijo homossexual
[ ] Escândalo dos cartões corporativos
[x] Ateísmo
[ ] Aproveitamento da ingenuidade alheia
[x] Consciência de que não estamos sozinhos no mundo
[ ] Deixar inúmeros inocentes passando fome em prol de vaidade e luxúria
[x] Diferenciar-se dos modelos e padrões ditados pela mídia
[ ] Modelos morrendo de anorexia, jovens roubando e a classe A financiando o tráfico que mata crianças na periferia

Parabéns. Você acaba de ganhar um milhão de reais, um beijo do Pedro Bial, exposição internacional e a chance de ser mais um imbecil que contribui para que a sociedade continue a ser engolida pela ignorância.







Einstürzende Neubauten: "Sie"

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Créditos das imagens a... ninguém, afinal, apesar de ser o logo do Neubauten, quem fez essas versões fui eu, ora bolas...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

"Você é chamado de homem, mas é o pior dos animais..."

Um dia

Você vai estar sedento por uma mísera expressão de carinho. Um dia.

Um dia

Você vai estar sozinho.
Você vai sentir falta de um beijo e de um afago. Um dia.

Um dia

Você vai olhar para onde gostaria que eu estivesse, e vai sentir um imenso vazio.
Você vai lembrar amargamente de tempos em que coisas verdadeiramente bonitas não eram tão efêmeras.
Você vai pensar em tudo de bom que poderia ter sido feito nos momentos que permeavam seus gritos e explosões de raiva. Um dia.

Um dia

Você vai imaginar o que poderia estar fazendo, se não tivesse errado, errado novamente e repetido, de caso pensado, erros que serviam apenas para magoar, sem maiores propósitos.
Você vai olhar para suas roupas limpas e, de uma forma muito estranha, vai sentir falta de ter-me por perto (para sujá-las, talvez).
Você vai passar por este lugar onde eu estive, como um fiel companheiro, por mais de dez anos, e quando vir-lo vazio, seu coração assemelhar-se-á a ele.
Você vai passar com pedaços de pão, terá vontade de distribuí-los a mendigos, talvez. Mas você saberá que, em seu íntimo, não são os mendigos aqueles que você gostaria de agradar com um simples pedaço de pão. Sou eu. Mas você não poderá mais. Um dia.

Um dia.

Você vai querer alguém que seja suficientemente bravo & violento para te proteger, mas ao mesmo tempo, dócil e carinhoso para expressar alegria simplesmente pelo fato de saber que você está se aproximando; e em troca, peça apenas um sorriso e uma mínima expressão de Amor. E, neste momento, você não me terá por perto.
Você vai pensar no quão infernal era minha alegria. No quão infernal era minha tristeza. No quão infernal era tudo aquilo que se relacionava a mim. Em todas as minhas infernais expressões. E vai sentir falta. Muita falta.
Você vai chegar ao lar e vai estranhar o silêncio. O tétrico silêncio. O mórbido silêncio. O mortal silêncio.
Você vai se deleitar ao som de uma antiga vitrola, e vai estranhar não me ouvir, fazendo a “terceira voz” ao fundo. Você vai sentir falta.
Você vai querer algo que lhe mostre como a alegria está nas coisas simples da vida. Mas será tarde demais. Um dia.


Sniff Amir de Kinjan.
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Sem maiores comentários.
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Amduscia: "Fucking Flesh [Raw Mix]"
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Créditos da frase no título ao compositor Léo Canhoto, in "O Último Julgamento".

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Achismos

Eu acho:
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Que quando chove, o aroma da terra molhada entra não pelo nariz, mas pela garganta. Talvez minha ausência de olfato contribua.
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Que os animais sentem, vêem e, mais que isso, SE LEMBRAM de tudo, por isso, nunca se deve rejeitar um animal sem explicar para ele [é, conversar com seu cachorro, gato ou tartaruga] porque está se afastando. Ele vai lembrar.
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Que músicas em compasso ¾ devem ser românticas, como verdadeiras valsas; mas adoro experimentações pesadas em ¾.
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Que as pessoas enxergam o mundo cada um de uma forma diferente, mas são ensinados de maneira uniforme, e isso garante o entendimento mútuo. [o que eu vejo como vermelho, o fulano vê como amarelo e sicrano enxerga como verde; mas todos nós somos ensinados que essa cor, que vemos cada um a sua maneira, se chama rosa]
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Que se ninguém fez, é porque vai estar na minha próxima música.
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Que todo homem extremamente homofóbico tem vontade de beijar outros homens e não se conforma. Queria bater em si mesmo, mas para não ser taxado de louco, bate nos outros.
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Que 85% da população mundial é bissexual, mas grande parte ignora este fato.
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Que não vemos o mundo como ele é, mas sim como nós somos. [na verdade, quem achava isso era a Anaïs Nin... mas eu procurei e agora achei também...]
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Que sentir saudades faz bem [vide http://www.ehsohsaudade.blogspot.com
].
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Que o Heavy Metal tradicional é, atualmente, uma instituição falida, que sobrevive do passado glorioso e de hibridismos não assumidos.
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Que quando você passa por algum lugar e sente como se teias de aranha passassem por seu corpo, sendo que não há teias de aranha por ali, é melhor você seguir outro caminho.
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Que líquidos devem ser mexidos no sentido anti-horário; e sólidos, no sentido horário.
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Que café destrói o estômago tanto quanto morfina.
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Que sou problemático, mas pelo menos assumo
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Que a dor funciona como uma droga.
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Que atrizes pornôs, por mais que finjam, não gostam de fazer sexo anal.
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Que as pessoas que trabalham nos motéis ficam discutindo sobre a suposta vida sexual dos freqüentadores depois que estes pagam a conta e vão embora.
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Que, no mínimo, 50% das beatas se masturbam pensando nos padres mais jovens.
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Que pessoas obesas dormem mais tarde.
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Que travesseiros foram criados, a priori, com o intuito de sufocar quem dorme.
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Que góticos têm inclinações gays.
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Que se o mouse do computador fosse realmente um rato, o rabo seria na frente.
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Que a Laura Pausini é linda, e, em momento algum, representa Gay Music.
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Que comer carne deveria ser um crime.
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Que músicas sobre amizade, Deus e perda de infância enfiam agulhas na minha alma.
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Que luz machuca os olhos [gótico].
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Que todas as morais deveriam ser individuais.
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Que não devem existir preconceitos na hora de comer [macarrão, bolacha e cappuccino, vamos lá...]
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Que cabelos são bonitos, não importa como.
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Lacrimosa: "Stolzes Herz"