sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Anti-Sionismo

[Laibach: “Nippon”]

Nós somos o povo escolhido por Deus.

Nós representamos todo o sofrimento e toda a superação, e isso nos confere a perfeição sob os olhos do Senhor.

Nós baseamos a justificativa de nossas ações em verdades que são genuínas somente para nós.

Nós havemos de encontrar o Paraíso, e se, para que isto ocorra, alguns devam ser sacrificados, que assim o seja.

Nós defendemos nosso solo sagrado, e se, para que isto ocorra, alguns devam ser sacrificados, que assim o seja.

Nós quase fomos destruídos por aqueles que não demonstram o mínimo de compaixão ao defender seus interesses. Verdadeiros monstros.

Nós destruímos quem cruzar nosso caminho, pois defendemos sem misericórdia nossa honra e nossos interesses. Verdadeiros heróis.

Nossa Terra Sagrada foi usurpada por um povo de crenças bárbaras e costumes repugnantes, mas havemos de limpar nosso amado solo destes vermes imundos.

A supremacia de uma raça é uma barbárie sem igual. A única supremacia que pode ser defendida, por ser absolutamente diferente, é a supremacia do credo. Do nosso credo.

Vivemos sob a glória de Deus, e abençoados com o dinheiro que corre pelo mesmo mundo dos pagãos.

[Christian Death: “StairsUncertain Journey”]

Controlamos a maior nação do mundo, e graças a eles, podemos manter nosso Estado, tendo como bode expiatório o povo que outrora [quando abandonamos nossa tão sacra terra] nos usurpou.

Nós demonstramos como sobrevivemos a tudo, simplesmente sendo mais violentos e destruidores que aqueles que tentaram nos eliminar.

[Celtic Frost: “Necromantical Screams”]

Nós fechamos um círculo de Poder indissolúvel, mas isso não representa, de forma alguma, segregacionismo ou apartheid.

Nós exaltamos nossa superioridade perante o resto do mundo, mas não nos comparamos aos monstros que planejavam nossa destruição.

Nosso poder é tão evidente que qualquer manifestação que nos ofenda, ou que cite os que planejaram nossa absoluta extinção, é considerada crime, passível de sanções legais.

Estamos acima da liberdade de expressão.

Estamos acima da lei, pois nossa lei monetária é a que orienta o mundo.

O mundo será eternamente responsável por nosso sofrimento, logo, estamos livres de qualquer responsabilidade.

O povo inferior que disputa, em vão, nosso solo sagrado conosco, haverá de sucumbir perante a “demonização” realizada por aqueles que nos servem.

O sangue dos cordeiros que nos protegeu a caminho de Canaã será mais uma vez derramado.

Nosso livro sagrado diz: “Não ajuntais tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem.”, mas mesmo assim, os bancos da nação mais poderosa do mundo estão recheados do nosso capital.

Nossa estrela sextavada é tão manchada de sangue quanto as suásticas usadas por Hitler ou a foice e o martelo erguidos por Stalin, mas ainda assim é visto como símbolo de orgulho.

Nós temos orgulho em ser sionistas.


Bandeira da OLP.

[this mortal coil: “Carolyn's Song”]

Israel é um Estado Terrorista. Palestinos foram sumariamente expulsos de terras que ocupavam a gerações, em um processo muito semelhante ao de Varsóvia. A supremacia do credo judaico me faz lembrar tal supremacia ariana. Enfim, os sionistas não estão muito longe dos nazistas, mas há uma diferença entre as duas correntes de pensamento: os Nazistas são assumidamente crentes em sua superioridade, os sionistas, não.

E tudo isso por ver uma camiseta com a estrela de Davi, tendo os seguintes dizeres: “Israel: O Povo escolhido por Deus”. Eu teria vergonha de ter como meu povo escolhido um Estado Terrorista.


Ludwig von Beethoven: "Moonlight Sonata"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Luz & Escuridão

Luzes

As luzes brilham claramente pelo nevoeiro de sódio.
A noite se aproxima e a luz do dia se vai.
Ignore as vozes, rejeite o dia,
Pela novíssima escuridão, pelo reluzente êxito.

Bem, devem ter havido planos melhores
Mas nenhum que eu pudesse entender.
O sinal da esmeralda, o verde sobre o preto...
As luzes dizem: "mova-se"; dizem: "nunca olhe para trás".

E então eu encontro outro lugar onde eu nunca fui visto.
Encontro outro lugar onde a chuva fica verde.
Onde a esmeralda cintila na escuridão novamente.
Onde a esmeralda cintila na chuva.

As luzes brilham claramene pelo nevoeiro de sódio
A noite se aproxima e a luz do dia se vai
Mas há uma voz distante, quieta e clara,
Dizendo algo que eu nunca quis ouvir.

Bem, devem ter havido planos melhores
Mas nenhum que eu pudesse entender.
Eu vejo a esmeralda, vejo o sinal, vejo o verde sobre o preto.
Eu vejo as luzes dizerem: "mova-se", dizerem: "nunca olhe para trás".

E então eu encontro outro lugar onde eu nunca serei visto.
Encontro outro lugar onde o vermelho vira verde.
Onde a esmeralda cintila na escuridão novamente
Onde a esmeralda cintila na chuva, chuva, chuva

E eu estou feliz aqui
Na chuva
Na chuva
Na chuva, na chuva eu estou feliz aqui
Na chuva
Onde a esmeralda cintila na chuva.

The Sisters of Mercy
Lights
Some Girls Wander By Mistake
Mercyful Release
1992



~//~

[Das Ich: “Dorn”]

Vejo-me envolto em escuridão. E isso sem dúvida alguma me agrada. Talvez por “imaginar minha vida como um musical dos anos 30”, mas sem a parte branca dos filmes noir? – Talvez. Mas eu acredito que meu Amor pela escuridão tenha origens que eu, até pouco, desconhecia. É algo muito maior que o simples apelo visual. Algo que com sombra e sem dúvida, oblitera a estética. A presença satânica em meu ser? Se Deus é Amor, e Satã é progresso, definitivamente sou um acólito do segundo e sua escuridão me é companheira. Mas afastando-nos das adjacências da religião, crenças e amigos imaginários, possuo uma justificativa simples: eu odeio o caminho da mão direita. Eu odeio a luz.

[Opera IX: “Act II: Beyond the Black Diamond’s Gate”]

“A luz brilhando claramente pela neblina de sódio. A noite se aproxima e a luz do dia se esvai.” – assim foi dito por Andrew Eldritch em sua irrepreensível obra “Lights”. Ele, também, um dos que sarcasticamente zombava da luz. Zombava da “pseudo-fé” dos seguidores da luz. Mas será que, ao referir-se à luz, fala-se da entidade, do fenômeno, da companhia elétrica ou simplesmente da inocente e descompromissada alegria que causa inveja aos que residem na escuridão? Abram suas mentes, pois, uma vez aberta, assim como o esfíncter, ela nunca mais voltará ao tamanho original.

[Diamanda Galás: “Je Rame”]

Delimitemos o que seria, então, o caminho da luz. De acordo com minha vida e experiência de 22 invernos, o caminho da luz:

· Excomunga os que caminham na escuridão;

· Afirma desejar que a humanidade lhe siga;

· Faz uso de poderes da escuridão em nome da manutenção de sua própria glória;

· Domina mentes, se mostra belo e vistoso aos olhos de todos e invariavelmente responsabiliza à escuridão por suas próprias atrocidades.

Mas neste estranho panorama, agora que está delimitado o que caracteriza o caminho da luz, eu tenho algumas observações a realizar acerca de cada tópico iluminado. Primeiramente, parece-me extremamente estranho afirmar desejar todos sob a glória da luz, e ao mesmo tempo, excluir e execrar os que vagam pela escuridão. Estranho, mas coerente, afinal, nestas engrenagens de pensamentos, uma chave inglesa travou todo o funcionamento da máquina da seguinte maneira: SE não há luz para todos, a escuridão é absolutamente necessária. SE os que permanecem na luz calcam suas posições nas costas dos que vagueiam em trevas, elevar as trevas à condição de iluminação significaria perderem seu sólido e ebâneo alicerce. SE não faz sentido as trevas desejarem socorro por parte da luz, e muito menos sentido faz as trevas desejarem se igualar à luz, se faz necessária a destruição da luz.

[Therion: “Clavícula Nox”]

Sim, meus caros. As trevas hão de dominar, após a morte da luz.

[PJ Harvey: “Pocket Knife”]

E no mundo pelas trevas construído e dominado, a luz há de se curvar. A luz que hoje dá esmolas para afastar o remorso da consciência [e talvez o lixo humano da sociedade] haverá de se arrastar, descalça, suja e trajando trapos, nas estações de metrô por ela outrora freqüentadas. A luz que hoje desrespeita a individualidade e as idiossincrasias haverá de ter como único ponto de igualdade a dor eterna! A luz que hoje incinera o prostíbulo após o devasso e delicioso orgasmo lá obtido, haverá de encontrar seu destino com a genitália esmagada sob saltos agulha das mesmas prostitutas deformadas que lhe entregaram os corpos para a “negra luxúria”.

[The Sisters of Mercy: “Body Electric”]

E por que tudo isso, você deve estar se perguntando, não é? A resposta é simples, simples como beber água: Dor. A luz causa dor. A luz deve ser destruída em meio ao mar de dor por ela criado.

Relato de quem teve costas, joelhos e auto-estima feridos pela luz, e que hoje dedica sua existência à destruição da mesma.

Nine Inch Nails: “Closer”

sábado, 4 de outubro de 2008

O quarto é seu - I

[Björk: “Hyper-Ballad”]

Pai, Filho, Espírito Santo & Você.

Preto, branco, vermelho & Você.

Daniel Johns, Chris Joannous, Bem Gillies & Você.

Bronze, prata, ouro & Você.

Cristãos, judeus, islâmicos & Você.

Heterossexuais, bissexuais, homossexuais & Você.

Cronos, Mantas, Abadon & Você.

Sim, não, talvez & Você.

Vida, morte, coma & Você.

Cliff Burton, Jason Newsted, Robert Trujillo & Você.

Gestapo, SS, Totenkopf & Você.

H. 0.9, D.C., Johny & Você.

Contrabaixo, piano, bateria & Você.

[Christian Death: “Incendiary Lover”]

Na ida, na vinda, na volta & Você.

Oral, anal, vaginal & Você.

Bondage, submissão, sado-masoquismo & Você.

Céu, terra, Inferno & Você.

Inferno, purgatório, paraíso & Você.

Oi! , Oi! , Oi! & Você.

“Pornography”, “Disintegration”, “Bloodflowers” & Você.

“Kill’em All”, “Ride the Lightning”, “Master of Puppets” & Você.

Tônica, terça, quinta & Você.

Tônica, quinta, oitava & Você.

“Unforgiven”, “Unforgiven II”, “Unforgiven III” & Você.

Literatura ufanista, Ultra-Romantismo, Literatura Condoreira & Você.

Cachorro, gato tartaruga & Você.

Ré, dó sustenido, si & Você.

Altura, largura, profundidade & Você.

Hitler, Himmler, Mengele & Você.

Básico, intermediário, avançado & Você.

Esquerdo, direito, cu & Você.

Kurt Cobain, Krist Novoselic, Dave Grohl & Você.

Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Johann Malmsteen & Você.

K, W, Y & Você.

The Sisters of Mercy, The Sisterhood, The Mission & Você.

BlutEngel, Terminal Choice, Tumor & Você.

“Reign In Blood”, “Eternal Devastation”, “Master of Puppets” & Você.

Lealdade, Igualdade, Fraternidade & Você.

Unidade, Justiça, Liberdade & Você.

“Dummy”, “Portishead”, “Third” & Você.

Sexo, drogas, rock and roll & Você.

Coturnos, suspensórios, ultra-violência & Você.

Socialismo, Comunismo, Anarquismo & Você.

[Portishead: “Numb”]

Preto, branco, cinza & Você.

Dentro, em transição, fora & Você.

Não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe & Você.

Pinga, açúcar, limão & Você.

Machucar, machucar muito, morrer & Você.

Vencer, perder, fugir & Você.

Dead, Euronymous, Varg Vikernes & Você

Anelar, médio, indicador & Você.

Bélgica, Suécia, Alemanha & Você.

Mayhem, Burzum, Darkthrone & Você.

Derrota, reflexão, superação & Você.

Eu, ela, ela & Você.

O quarto é seu - II

Tudo o que existe, existe de maneira hermética? As questões que se iniciam por “se”, seguem intercaladas por um “logo”, e terminam em um conclusivo ponto final; devem estas questões ser visualizadas enquanto intocáveis anátemas? A suástica estará eternamente associada ao Nazismo, e estarão eternamente amaldiçoados à incompreensão os seguidores de Ganesha? Eu me pergunto.
[Björk: “5 Years”]
Tudo está intima & irreversivelmente relacionado? Seria inconcebível a idéia “X”, que fosse contra conceitos pré-idealizados, simplesmente existir, não associada a nenhum outro valor semântico? Neste momento, me pergunto por que o Dadaísmo não uma matéria obrigatória na grade curricular do Ensino Fundamental. Talvez as pessoas conseguissem compreender as flores como flores, e não como “representações da capacidade sexual/frutífera das plantas”, ou outros inúteis, descabidos e perigosos preciosismos. Mas contento-me com a leitura de Alberto Caeiro, que também funciona bem contra este mal.
[Herb Alpert: “Bittersweet Samba”]
Poderia, ao acaso, existir uma transgressão de todas as regras estabelecidas? Bom, as chaves para a expulsão de Lilith do Éden, a maldição sobre a descendência de Eva & Adão, a Ordem dos Cainitas, o surgimento das vanguardas e muitos outros acontecimentos de extrema importância para o progresso da humanidade se deram em virtude da transgressão. Então, penso que deva haver uma razão para a inibição eterna da transgressão por parte daqueles que portam a luz (questões de luz e escuridão serão tratadas em um texto à parte). A manutenção da situação vigente, talvez? Sim, encontramos a resposta em uma sentença simples: SÃO-NOS APRESENTADOS NÚMEROS LIMITADOS DE ALTERNATIVAS PARA A MANUTENÇÃO DA SITUAÇÃO VIGENTE.
[The Birthday Party & Lydia Lunch: “Big Jesus Trash Can”]

[Adendo do exemplo: O jornalista, sociólogo e professor da ECA-USP Ciro Marcondes Filho trata deste panorama em seu “Violência Política”, de 1987, atendo-se aos meios de comunicação]

[Nine Inch Nails: “Wish”]
Eu, insuflado pelo teor político pré-eleitoral, poderia fechar os significados deste texto no âmbito político, mas ele se encaixa também em outros olhares. Todos os tipos de olhares.
[Marisa Monte: “Depois de Ter Você”]
Meus caros companheiros leitores, por muitas vezes visualizamos opções escassas à nossa frente. Mas a abstinência também é uma opção, e isso quase nunca é lembrado. Mostram a brincadeira das estelinhas vermelhas do Jason (cuidado com o “Domingo 13”); os urubus vestidos de azul; até o DEMO CRAvou suas mãos nas mentes de muitos (e olha que o representante máximo do DEMO CRAva as marcas de seus pés rumo ao topo do mundo com métodos quase totalitários), mas ninguém mostra que pode-se apertar o 00 e o botão verde. Cuidado com o Domingo Cinco! Há uma atriz muito bonita ensinando como entregar o controle de sua vida nas mãos deste ou daquele, ou mesmo como entregar sua escolha a là Tabula Rasa. Mas lembre-se: você não é obrigado a escolher entre os piores e os “menos piores”. Você pode simplesmente dizer não. Você tem o quarto caminho. E, se você quiser, o quarto é seu.

Metallica: “... And Justice For All”

sábado, 20 de setembro de 2008

O sacrifício

[Nina Simone: “Don’t Explain”]

O chá verde que esquenta a fria madrugada acabou de sacrificar-me sua última gota.

Eu sacrifiquei meus pés para ter de volta o suado dinheiro que empreguei para assistir Trent Reznor & Cia.

[Laibach: “WAT”]

Sacrifiquei meu tempo ao comprar o ingresso para o show do Judas Priest.

Sacrifico as pontas dos dedos, articulações, falanges, falanginhas & falangetas, carpos & metacarpianos ao digitar um texto que tem como mote de glosa especificamente o sacrifício.

Minha vida é cheia de sacrifícios. A cada momento, sacrifico a capacidade de meu pulmão direito em virtude do esquerdo, idem & ibidem. Por vontade, talvez? Tendência suicida e/ou masoquista e/ou mártir e/ou franciscana ao sacrifício interminável, talvez? Autopunição, talvez? Baixa auto-estima, talvez? Ou talvez nada além de um ponto de vista deturpado pela tradição em sofrer aos olhos de todos? Talvez? Pois bem, então analisemos o contexto do sacrifício a partir de um prisma externo a meu egoísmo misantropo, cuja Sala de Justiça se encontra no infinito particular de meu umbigo.

[Mascagni: “Intermezzo, de ‘Cavalaria Rusticana’”]

A humanidade se acostumou com a idéia do sacrifício, ou estou errado ao pensar que todos nós, humanos sujeitos à putrecina e à cadaverina, somos perfeitos após a morte? Nossos defeitos não são apagados ao cruzarmos os véus etéreos dos esquifes para servirmos de banquete aos vermes? Bem, partindo da atraente idéia de uma suposta adoração póstuma, na qual toda ignomínia de nossos seres será relegada ao esquecimento, a idéia do sacrifício, seja qual for a causa (haja causa ou não) me parece até mesmo um tanto romântica. Mas será que esse romantismo parte de mim, ou fui condicionado, por frases como “Viveram pouco para morrer bem. Morreram jovens para viver eternamente.” – dedicada aos heróis (? – eu não sei; não estava lá.) da Revolução Constitucionalista de 1932? Isso, eu creio que, mesmo após um sacrifício de alguns milhares de células nervosas, não saberei.

[Lacrimosa: “Einsamkeit”]

Mas, e quando não haverá a morte (quando o ceifador espera atrás da porta e se recusa a entrar)? E quando o sacrifício não liberta do jugo opressor? E quando o sacrifício só traz consigo mais dor e angústia? Qual caminho seguir? Encontrar razões, talvez? Mas há tantos loucos nos manicômios, com tantas razões & certezas, que é incoerente acreditar que justamente a minha estaria correta, ou estou errado? Então, resta ainda a dúvida: por que o sacrifício, se nada lhe vêm em retorno? A resposta é simples, simples como beber água (mas em nenhum momento afirmei que esta é a resposta correta, ou mesmo verdadeira, ou ainda mais, crível & verossímil): simplesmente NÃO EXISTE sacrifício sem recompensa.

[Laibach: “Get Back”]

Um se sacrificou em uma cruz e até hoje tem seu nome citado, mesmo pelos que afirmam odiá-lo (Extra! Extra! Notícias do Jornal Underground In War!!! Black Metal prestes a levar um tiro de um Dark em um famoso cemitério da capital de SP implora: “Pelo Amor de Deus!!!”) – um outro resolveu ceifar a própria vida em abril de 1994, deixando teorias que preenchem as cabeças de jovens até os dias de hoje. Outro que, ao morrer (a mais de 20 anos), já não era sequer a sombra de seus dias de glória, ainda hoje estampa camisetas que afirmam que o bendito não morreu. E o que dizer de um que abriu completamente “As Portas da Percepção”, para fechá-las afogando-se em uma banheira (ou seria em devaneios lisérgicos?)? Quantos, não?

[For My Pain…: “Autumn Harmony”]

Enfim, a questão é que todos estes sacrifícios tiveram o tal retorno póstumo, mas existem sacrifícios em vida, e o retorno para estes, eu afirmo com violência (simplesmente porque a violência me agrada e dá mais ênfase às minhas idéias, ainda que as mesmas sejam infundadas), é assaz questionável. A sensação de não incomodar? Ferir a si próprio para desviar a flecha do peito daquela que outrora foi chamada de Deusa da Guerra? Será que a flecha atingiria o peito da Deusa da Guerra, se o nobre cavaleiro não entrasse na frente (em tempo: assistam ao filme “Prólogo do Céu” – ilustra bem o que digo)? Nascemos n’um mundo em guerra, com armas para nossa sobrevivência. Logicamente, a humanidade se ajuda desde os tempos mais primórdios, mas a auto-preservação ainda é a mais alta das leis (Amar ao próximo? Perdão, mas sigo outro Evangelho. “‘Amar ao próximo’ tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que autoridade racional o evangelho do amor se abriga? Por que eu não deveria odiar os meus inimigos - se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia?” – LAVEY, Anton Szandor. 1969). Sendo assim, aceitar a dor, para, desta forma, sentir mais dor; e caminhar sobre espinhos para deleitar os dedos dos pés no sangue de quem carrega um bebê de 180 kg é inadmissível!

[Ana Carolina: “Nada Te Faltará”]

Sim, mas quem sou eu para afirmar o que é admissível ou não? Que autoridade eu, que não me sacrifiquei pela humanidade ou por uma causa social & publicamente nobre (de que vale o sacrifício não levado a público, para a criação da imagem de mártir?), possuo? A autoridade de alguém suficientemente estúpido para cometer todos os erros e sacrifícios inúteis descritos nas dolorosas e pungentes palavras acima.


London After Midnight: “Sacrifice

sábado, 9 de agosto de 2008

Tome café com Amor. Faça sexo com leite.

Sou viciado em sexo. Quem me conhece há certo tempo sabe disso. Às vezes, preciso de sexo até quatro, cinco vezes ao dia. E eu falo de sexo sem amor. Sim. É estimulante. E gostaria de compartilhar alguns de meus pontos de vista em relação ao sexo, afinal, nem todos gostam tanto de sexo como eu. Um caso claro é o de minha digníssima. Ela odiava. Talvez, por vir de uma família religiosa que sempre o enalteceu como sendo algo muito bom. Mas o fato é que, com muita cautela, esta situação foi se alterando. Eu, sempre querendo compartilhar de meu vício incurável com ela, acabei por convencê-la de que seria um hábito agradável. Hoje, sempre que possível, rendemo-nos ao vício, coisa que a família dela simplesmente adorou. Minha mãe, igualmente viciada em sexo, me deu os parabéns quando lhe revelei minha vitória.

Eu citei o sexo sem amor, não é? Sim, por certo tempo, eu aboli o amor de minha vida, por saber de todas as coisas ruins que ele causa, todo o sofrimento a inocentes, dentre outros fatores que a grande maioria das pessoas sequer faz idéia. Hoje, eu tenho uma relação um pouco mais próxima com o amor, mas não tão direta, pois ainda mantenho muitos dos meus pensamentos de três anos atrás. Ainda evito contato direto com o amor, ainda me causa certa repulsa.

Mas é bom revelar que nem sempre este meu vício em sexo foi visto com bons olhos. Minha madrinha, quando eu, bem mais jovem, mostrava claríssima propensão ao vício em sexo, repreendia-me severamente. Dizia que aquilo não poderia ser bom para uma criança (mas você não gosta de sexo, madrinha?), que adultos possuem um organismo diferente e outras argumentações que definitivamente não me convenciam. Às vezes ela dizia que, o sexo com amor era até aceitável, mas o sexo puro, para uma criança, era inadmissível. A isso, respondia que, cientificamente, o sexo estimulava a atenção e até o condicionamento físico, o que, para alguém em idade escolar, era maravilhoso. Respondia que o sexo era bom para o desenvolvimento da economia nacional. Descobri, também, que “os adultos” preferiam trabalhar em locais que lhes permitissem ter acesso a um bom sexo de vez em quando e que, sabendo disso, algumas empresas ofereciam sexo durante o expediente. Eu, no auge de meus oito anos, achei sensacional! Sexo no local de trabalho... Como este mundo está moderno...

Agora, mudando completamente de assunto, o tema “café” também não me sai da cabeça. Sim porque certa vez ma falaram sobre o café puro, pureza, limpeza, castidade do café... Enfim. Por que o café puro é o café misturado ao leite? O café puro não deveria ser somente “o café”? Definitivamente, estas construções ideológicas que o povo e a cultura fazem sobre o café, talvez por pudor ou ignorância, realmente me enojam. Por que tanto barulho? Por que não permitir que o café seja simplesmente o café? São tantas coisas que ouço a respeito desde criança que, francamente, me desespero. O café é o caminho mais rápido para cair nas mãos de Satanás; o café é a profanação do templo de Deus; o “café solitário” causa espinhas, pêlos nas mãos, crescimento de mamilos nos homens, loucura, transforma as mulheres em excluídas sociais; tudo isso. E sabe por que eu tenho pensado a respeito do café? Pois bem, no próximo parágrafo, eu explico.

Estava eu a conversar com uma amiga (digna de ser amada) sobre café, café com leite, café sem leite e os diferentes prazeres de cada um deles; e é interessante ver todos os liames sociais relacionados ao assunto. Ela afirmou nunca ter feito café sem leite, que o leite era imprescindível (depois, ela ainda baixou um pouco a guarda, dizendo que poderia haver mais café que leite, mas o leite ainda era absolutamente necessário para se degustar o café!). O café puro sempre parecerá impuro, e isso infelizmente é uma anátema. Infelizmente.

Mas eu pergunto a mim mesmo: por quê? Qual é o grande mistério que faz do café algo tão intocável, amaldiçoado e enfim. Não é pelo café que a humanidade permanece neste bendito planeta? Então, por que condená-lo? O café não é, infelizmente, responsável por uma boa porcentagem da economia nacional? Então, por que a máscara da hipocrisia insiste em permanecer nas faces ruborizadas pela cafeína? Todos gostam de café, seja entre iguais ou diferentes, todos gostam de café. Alguns preferem o café fresco, outros preferem o café forte e fervendo, mas ninguém vive sem ele, literalmente.

Então, chego a uma conclusão interessante. Seja falando de sexo ou de café, acabo caindo nas verdades absolutas e nos assuntos intocáveis. As anátemas somente atravancam o desenvolvimento e a curiosidade para o aprendizado. Por que gostar de sexo? Por que gostar de café? Porque sim? Porque sim não é resposta... A resposta é: porque sexo é bom, com leite ou não. E café é bom, com amor ou não.

Agora, com licença, acho que vou tomar um sexo ou fazer um café...

Nasty Angels: “Sexo Sucio”

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

3 coisas...

Três coisas que me assustam:
01: A torcida do Corinthians
02: Possibilidade de perder pessoas que eu amo.
03: Tocar com o Krippendorfs.

Três coisas que eu estou sentindo agora:
01: Fome
02: Raiva.
03: Vontade de tomar chá [coincidência...].

Três coisas que tenho ouvido no meu telefone:
01: "Alô"
02: "Pumba!"
03: Risadas

Três coisas que eu odeio:
01: Gente xingando São Paulo [Ame-a ou deixe-a]
02: Pessoas sem noção de ordem..
03: Pais que não sabem disciplinar seus filhos.

Três coisas que eu não entendo:
01: Meu organismo [coincidência novamente].
02: Por que “já” significa “agora” e “já já” [que deveria significar “Agora agora”, ou seja, algo ainda mais urgente] significa “depois”.
03: O Cefet.

Três nomes:
01: Beatriz.
02: Melissa.
03: Ellen.

Três coisas em cima da minha mesa:
01: Papel.
02: Desodorante.
03: Dinheiro.

Três coisas que eu estou fazendo agora:
01: Escrevendo.
02: Ouvindo minhas músicas.
03: Bangueando.

Três coisas que eu quero fazer antes de morrer:
01: Morar junto com a Ellen.
02: Me formar na ULM.
03: Fazer mestrado.

Três coisas que eu sei fazer:
01: Compor.
02: Poesia.
03: Intimidar.

Três coisas que eu não consigo fazer:
01: Dançar.
02: Dirigir.
03: Músicas curtas.

Três maneiras de descrever minha personalidade:
01: Extremista.
02: Arrogante.
03: Irônica.

Três filmes que você deveria assistir:
01: Laranja Mecânica.
02: Dançando no Escuro.
03: As Horas.

Três filmes que você NÃO deveria perder seu tempo assistindo:
01: Efeito Borboleta II.
02: Qualquer um do James Bond.
03: O Albergue.

Três filmes que você sempre assiste:
01: O Fabuloso Destino De Amelie Poulain.
02: Star Wars III – A Vingança dos Sith.
03: Eu, Christiane F. 13 Anos, Drogada & Prostituída.

Três comidas favoritas:
01: Quibe de soja da Ellen.
02: Couve flor refogada.
03: Pizza.

Três coisas que eu gostaria de aprender:
01: Todos os idiomas.
02: Bateria [em nível profissional].
03: Ser mais controlado.

Três coisas que eu bebo regularmente:
01: Água.
02: Café.
03: Chá-mate.

Três programas de TV que eu assistia quando era pequena:
01: O Mundo de Beakman.
02: Vamos falar japonês.
03: Clip Trip.

Três programas de TV que não perco por nada:
01: ...
02: ...
03: ...

Três lugares:
01: Parque do Ibirapuera.
02: Centro/SP.
03: Credicard Hall.

Três pessoas:
01: Ellen.
02: Michele.
03: Dna. Gilda.

Três coisas que faço todo dia:
01: Componho.
02: Estudo.
03: Vejo meus e-mails [ok, parte das coincidências são preguiça...].

Três coisas que fiz hoje:
01: Compus.
02: Vi meus e-mails.
03: Falei ao celular.

Três coisas na gaveta:
01: Óculos.
02: Acessórios.
03: DVDs.

Três datas importantes:
01: 7/VII/2005: Começo do meu namoro.
02: 29/VII/2004: Conheci Michele.
03: 4/X/2007: Show do Lacrimosa com a Ellen!!!

Três anos importantes na minha vida:
01: 2004.
02: 2005.
03: 2008.

Três livros importantes para mim:
01: “Noite Na Taverna” – AZEVEDO, Álvares.
02: “Os Contos do Grotesco & do Arabesco” – POE, Edgar Allan.
03: “Henry & June” – NIN, Anaïs.

Três estilos musicas que eu gosto:
01: EBM.
02: Metal.
03: Industrial.

Três vícios:
01: Café.
02: Música.
03: Arte.

Três coisas que desejo pra você:
01: Paz.
02: Alegria.
03: Comida gostosa

Cúmplices
Quem desejar...

Me falta tempo & inspiração... mas tenho beijos para todos... os que merecem...



E esperem... Dead Embryonic Cells está chegando para causar o incômodo...

Dead Embryonic Cells: “Iron Man”