sábado, 28 de junho de 2008

We die young

Date: Thu, 26 Jun 2008 19:03:54 -0700
From: xxxxxxxxxxxxx@ yahoo.com. br
Subject: Nova missão
To: jgxxlhxrmxxlmxxdx@ uol.com.br; xmxsxnxr@gmail. com; grxdxmpxrdxzx@ hotmail.com; s
sxfxxxllx@hotmail. com; txnmxntx@hotmail. com; rxxljxsx@usp. br; xdnxcxnxlx45@ hotmail.com; nxlsxnvxllxla@ yahoo.com. br; mxrlxnxg@cefetsp. br; rxnxdxxlxvxrx@ yahoo.com. br; dxbmxrxxrx@hotmail. com; brxnnx@cefetsp. br; mxrcxdxsrxxz@ uol.com.br

Caros amigos,

como alguns já foram informados ou souberam, a partir de amanhã já não mais faço parte desta equipe de professores. Pedi minha exoneração do CEFET-SP para poder assumir uma vaga de Professor Assistente na Universidade Federal de São Carlos, no Campus de Sorocaba, onde existe, desde 2006, um curso de Bacharelado em Turismo.

Gostaria apenas de agradecer àqueles que me auxiliaram neste tarefa - constante e interminável, diga-se de passagem! - de me formar enquanto professor. Já disse e repito isso: foi no CEFET que comecei a aprender ser professor - o que, sob meu ponto de vista, não é pouca coisa!

Isso mostra, portanto, que o motivo de minha saída não tem, em absoluto, nenhuma relação com insatisfação ou descrédito na proposta da escola e do curso. Sem pretensões de apelar ao lirismo, eu preciso dizer que esta situação se apresenta com parte de uma missão que começa a se consolidar em minha vida, a docência e também a pesquisa.

Se fosse começar a falar da empolgação, da crença - sim, quase no sentido religioso, mesmo! - que tenho pelo estudo do turismo, certamente a paciência de nenhum de vocês seria suficiente. Digamos, então, somente que, dadas as necessidades, oportunidades e curiosidades, estou canalizando meus interesses para uma direção que parece ser o certo no momento.

Que fique, contudo, claro: eu acredito profundamente na formação tecnológica em turismo. E sempre disse aos colegas e alunos que é neste caminho que estão as melhores propostas de formação e inserção profissional na área do turismo no Brasil. Apenas, do ponto de vista pessoal e particular, encerro um ciclo de trabalho. Isso da forma mais plácida, natural e, como já me convenci, inexorável.

No fundo, de alguma forma, é uma espécie de volta ao interior - ainda que não pretenda me mudar de São Paulo. Por isso, continuo à disposição para participar de bancas, tomar parte em eventos acadêmicos ou não e, como fiz e cultivo muito amigos na casa, devo fazer passagens esporádicas pelo futuro IFET.

Desejo, com toda a sinceridade, que cada um de vocês tenha oportunidades e disposição para levar este propósito adiante: o de formar profissionais íntegros e competentes num ambiente de educação tecnológica! No que estiver ao meu alcance, sem dúvida, estou à disposição.

Um grande abraço em cada um,

Thiago Allis

O que há de bom, sempre haverá de ser efêmero...

Lacrimosa: "The Party Is Over"

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Minha filha pôs uma tartaruga no forno!!!

Datas em geral são mais lembranças simbólicas do que verdadeiras de fato. Mas o importante aqui não é a razão de se lembrar, mas sim, quem é lembrada. Hoje é o dia de minha “grande” (?) amiga, Michele Jackeline Lopes de Barros, a Mi, Keia, Jack ou Jackinha, Dory, poia...

Enfim, quantas não foram as desventuras nestes quatro anos de amizade? Desde a “tartaruga no forno”, provas, baladas, confissões e risos; até a cumplicidade em momentos decisivos de nossas vidas, questões traumáticas que nunca seriam resolvidas (“E” & “J” provam o contrário, para a felicidade geral da nação), mudanças e mudanças de lado, decepções com pessoas que nunca imaginaríamos... Mas essas pessoas “passaram e ficaram para trás”, como diz O Teatro Mágico em seu Retrovisor, enquanto você ficou. Outros passarão, você passarinho. E não é por acaso.

São quatro anos nos quais eu aprendi que amizade vai muito além do conceito estúpido da sociedade judaico-cristã ocidental. Vai desde o mais simples jantar de batatas, batatas e batatas; até o abraço na hora mais difícil – desde as risadas na Avenida Paulista e imediações até o choro nos “caracóis Federais”. Está nas coisas simples e efêmeras da vida, como “a sensação de enfiar a mão em um saco cheio de feijões”, ou a certeza de saber que, amiga minha, “sem você a emoção de hoje seria a pele morta da emoção do passado”.

Michele, que odeia Eça de Queiroz (“... que maçada!”), que me ensinou muito de uma simplicidade que eu desconhecia (“... não me apregoem conceitos complexos”), me ensinou a aceitar tudo de uma forma melhor (“... assim como sou, tenham paciência!”), mas também a seguir em frente mesmo quando tudo diz o contrário (“... não me falem em moral!”); eu deixo aqui registrada minha humilde alegria por ser este o dia em que um mundo de afortunados teve a sorte de recebê-la entre seus freaks.

Minha filha mais velha, Feliz Aniversário, de seu pai puto.


this mortal coil: “My Father”


terça-feira, 20 de maio de 2008

O significado da dor...

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

Letra & Música: Fábio Jr.

Ellen, eu te amo!!!

Portishead: "Mysterons"

domingo, 20 de abril de 2008

A dura vida de um Jedi


“A Ordem Jedi foi destruída. Os Jedis sobreviventes estão sendo perseguidos pela galáxia pelo Lorde Darth Vader, com todo o poder do Império. Dois Jedis sobreviventes conseguiram se refugiar em um distante planeta, chamado Terra, onde existem jovens humanos, que possuem a Força...”

Por mil demônios, como eu amo os Jedis. Mesmo havendo certos Siths que merecem sabre de luz no meio dos olhos, mas deixemos isso para lá. A vida na galáxia tem sido complicada, mas os Jedi sempre driblam tudo com muito bom humor, afinal, a Força está conosco!

Assim que o tempo permitir, posto com maior propriedade acerca de questões relevantes da vida de um Jedi, bem como ponho os selos recebidos em seus devidos lugares. Enquanto este momento não chega, fiquemos com mais um memê.

MAY THE FORCE BE WITH YOU!


Eis aqui o memê que a Naná deixou para que qualquer infeliz fizesse. Como está acabando minha folga, usarei estes últimos momentos para satisfazer meu desejo pelo inútil, porém divertido: o entretenimento [que coisa feia, um turismólogo falando mal de sua área de trabalho... tsc tsc tsc...]
Devo escolher no máximo sete comunidades do Orkut que me definem e explicar a razão de minhas escolhas. Foge à regra dizer que não tem Orkut, ou que todas as comunidades te definem. Tentarei fazer da melhor maneira, tentando filtrar o 85% de comunidades voltadas a bandas e/ou artistas...

Vegetarianismo Político
Creio não haver muito a explicar. Desde agosto de 2000, decidi não mais ter em meu prato o sofrimento animal, idéia essa que foi sendo politicamente amadurecida pelos anos. Não acredito em real evolução “sustentável” [e por que não dizer, ética] deste planeta enquanto o consumo indiscriminado de carne perdurar. Poderia ficar horas e horas a discursar sobre os malefícios da indústria da carne para a economia, a ética, o equilíbrio ambiental, a saúde e mais um sem número de fatores, mas... Passemos ao próximo item.

STRAIGHT EDGE BRASIL
Odeio álcool, cigarro e todas essas porcarias. O consumo de drogas, que ainda hoje é visto por supostos pensadores esclarecidos como uma forma de libertação do pensamento, nada mais é que uma maneira velada de dominar e manipular aqueles que se consideram auto-suficientes demais para se renderem ao sistema sóbrio. Eu pergunto, onde, por mil demônios, um sistema que te deseja sóbrio, facilita tanto o consumo “ilegal” de drogas? Maconha e cocaína são ilegais, mas nada que uma visitinha ao Terminal Princesa Isabel, à favela de Heliópolis ou mesmo a certas localidades da Avenida Paulista [?] não resolvam... Nossa, até esta forma alternativa de mídia, meu blog, está dando pistas de onde se obter drogas. E ainda me dizem que o sistema nos quer sóbrios... Straight Edge SEMPRE!!!

LIBERTEM A PALESTINA
Yasser Arafat foi um grande homem. Mais que isso, um grande líder, que abandonou as armas e as manchas de violência de seu passado em prol de uma luta pacífica pela criação de um Estado Palestino. O território, violentamente usurpado pelos judeus nos anos 40, com a criação de Israel, abrigava os palestinos a mais de seis séculos. Mas como há questões financeiras envolvidas no processo [mais da metade do capital investido nos bancos estadunidenses pertence aos judeus. Se os EUA, cabeça manipuladora da ONU, se voltarem contra estes, o país quebra], as únicas vezes em que vemos os judeus sionistas de Israel pagando por seus crimes são em ataques palestinos, geralmente demonizados pela mídia. Não sou anti-semita, sou anti-sionismo. E, só para constar, não acredito que a morte de Arafat tenha sido natural, mas isso é outra história...

MÁFIA EBM
Auto-explicativa II: O Ataque dos Clones. Após muitos anos ouvindo somente Heavy Metal e suas vertentes, acabei descobrindo o Industrial e seus parentes, dentre eles, a Eletronic Body Music, ou EBM. Amor à primeira vista. É inexplicável o prazer de chegar a uma pista de dança e ouvir os primeiros toques de Front 242, Suicide Commando, Das Ich ou :wumpscut:. As vertentes mais extremas [como o Dark Electro, que seria para a EBM o que o Black Metal é para o Rock] igualmente me agradam, e eu não sou o único. Baseando-nos em uma brincadeira, a verdadeira Máfia EBM acabou sendo criada... Allan, Tosco, Biel, Leca & Michel... Os Demônios Industriais... Aspiradores de pó, máscaras de gás e muito EBM no último volume. AS MÁQUINAS VÃO DOMINAR O MUNDO!

Dislexia
Sou. Sim, não faz muito tempo que descobri, mas sou disléxico. Tenho Déficit de atenção. Não consigo coordenar certas informações simples, o que me causa diversos problemas, como esquecer o que me foi dito no minuto anterior, por exemplo. Mas hoje, eu sei lidar com isso de uma forma que me machuque menos [vide “Disléxicos devaneios ao som de Zé Ramalho”], e tento ajudar outras pessoas que tenham o mesmo problema e ainda não “saíram do armário” para que possam se resolver. É uma vida difícil, mas todas não o são? Diria melhor, é uma vida diferente, mas não é de diferenças que a vida e feita? Então, minha dislexia acaba me fazendo único. Já que ela não me abandonará, que vivamos um bom matrimônio.

EU DOU MURRO EM PAREDE !!!
Eu sei que parece idiota fechar com essa comunidade, mas ela representa muito de minha falta de autocontrole e de meu extremismo & violência. Eu sei que não posso perder a calma, pois fico incontrolavelmente perigoso [me desmaie ou me mate], então, para evitar que meu reprimido e constante estresse atinja às pessoas a meu redor, costumo relaxar em coisas “não vivas”, por assim dizer. Não sou tão fã de Black Metal por acaso. Tenho muito ódio em mim, mas ninguém precisa ser afetado por isso.

Seguem anexos os links para as comunidades.

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2913340
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=814560
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=70405
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=91169
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=75075
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=785608
Front 242: "Amplifier"

sexta-feira, 21 de março de 2008

Nojo gay

[Type O Negative: “Burnt Flowers Fallen”]

Estranheza? Talvez. Risos? Provavelmente, frutos de uma ignorância congênita jamais curada. Raiva? Creio ser o primeiro passo para a aceitação pessoal. Nojo? Nojo??? Alguém poderia me explicar, por mil demônios, por que NOJO??? Qual é o pecado ou crime? Talvez, o maior erro seja nadar contra a maré do ódio.

[Marilyn Manson: “Putting Holes In Happiness”]

Sempre imaginei que certas características fossem naturais de localidades menos instruídas de meu país, todavia, engano-me mais uma vez. Em habituais passeios pelo centro de minha amada São Paulo, onde a plebe e os patrícios convivem em sua harmoniosa desarmonia, deparo-me com imagens e situações que fogem à compreensão humana. Minto. Fogem à compreensão de qualquer um que preze pela cartilha da coerência de atos e palavras. Deparo-me com aqueles que emporcalham minha gloriosa cidade. Mas não com pratos plásticos de pamonha ou latas de Coca-Cola Zero, e sim com sua nauseante presença. Nazista, eu? Acalmem-vos, nobres leitoras, o ponto de vista é naturalmente outro. É exatamente destes que trato. Nazi Raus!!! Porém, minhas caras leitoras, se ao acaso imaginam que me refiro a WP’s ou Nazi punks, enganam-se. Refiro-me à atitude nazista de cada dia. Além de Kassab, a Totenkopf está em nós.

[Cordel do Fogo Encantado: “O sinal ficou verde (ou além do Bem e do Mal)”]

Sim, pode parecer radical, mas são os “normais” que diminuem os parias, ou não? – Neste ponto, deveis estar a indagar-vos: “E o nojo lido no início do texto?”. Pois é, minhas caras... Relatar-vos-ei uma experiência vivida a pouco, crendo, desta forma, dirimir qualquer dúvida entre a relação morfológica desta construção textual cheia de tijolos apodrecidos.

[The Garden Of Delight: “Christendom”]

Estava eu a caminhar pelas imediações da Sé, Anhangabaú e outras localidades do centro, com minha “jaqueta de nacionalista de merda, fascistinha filho-da-puta”. Após ser cordialmente cumprimentado por alguns skinheads e skingirls desconhecidos [nacionalistas, não nazistas], somando mais ou menos uns 15 elementos, deparo-me com uma cena inusitada. Havia duas garotas subindo em direção ao Centro Cultural Banco do Brasil. Estavam de mãos dadas, uma usava a camiseta do Teatro Mágico e tênis All Star, enquanto sua companheira trajava uma singela blusa preta, calças jeans e uma delicada sapatilha. No punho desta segunda, havia uma pulseira que me remeteu aos triângulos roxos utilizados na Polônia nos anos 30. Tinha as cores do arco-íris. Parei para ver o que poderia acontecer. O que provavelmente iria acontecer.

[Borodin: “Danças Polovtsianas, de ‘Príncipe Igor’”]

Pois bem. As skingirls pararam o casal para conversar. Casal que, por inocência, talvez, não atentara para os bicos de ferro nos coturnos e os socos ingleses nos bolsos. Seria ali, em frente ao Bar Bohemia, uma representação da ultra-violência desnecessária e gratuita. Mas, felizmente [?] havia alguns representantes da Guarda Civil Metropolitana, que ao menos insuflaram certo receio aos falsos defensores do Brasil. Todavia, o problema central não é esse.

[Chico Buarque: “João E Maria”]

Posteriormente, ouvem-se comentários da seguinte natureza: “Tinha que bater mesmo. Se eu tivesse uma filha ‘sapatona’, nunca mais olhava na cara dela! Antes ter filha puta que ‘sapatona’”, ou também “Não sei por que a GCM se intromete. Errada são as mina. Ninguém é obrigado a ver esse monte de sapata e viado andando por aí. Nossa, veio, dois maluco barbado se beijando, que nojo!!!”, ou melhor, e mais simples & direto: “Duas mulheres, além de errado aos olhos de Deus, é nojento!”. E não são comentários vindos de nenhuma facção nazista ou fascista. São de gente normal, que pega metrô e trabalha para se sustentar. A estes, eu pergunto: “De onde vem seu nojo?” – Talvez quando estes senhores da moral e da sabedoria perceberem que a diversidade sexual só é pecaminosa e imoral por ser danosa ao capitalismo [é, este capitalismo tão execrado, este que vocês usam para atacar sem foco certo, e sem exato conhecimento], então, caiam em si, e vejam o quão estúpidos são.

[Morphine: “The Night”]

Para ignorantes, há cultura. Para preconceituosos, há o espelho de suas ações. O seu nojo me inspira ódio.

-+-xXx-+-

Agora, após esta singela expressão de repudio à homofobia, vamos aos selos...




Este aqui é by Naná. Vielen danke!!! Adorei o Astrobaldo!!!






Já este "Blogger del dia" veio... da Naná também...







Precious Illusions. Amei a arte... assim como amo Alanis. Fico assaz lisongeado por receber este, que, surpreendentemente, veio... da Naná!!!

Duvido vocês adivinharem quem me passou este selo... tempo... 5... 4... 3... 2... 1... Naná!!!




Já este selo, ao contrário de todos os outros, eu recebi da.. Naná [ok, já está perdendo a graça...]

E este, finalmente...diretamente do norte do país... indicação jayazística. Jaya, amei muito mesmo!!!


The Corrs: "Toss Of Feathers"

Para descontrair...

Sobre vegetarianismo...
Vou lhes contar sobre certa vez algo que me aconteceu, um fato não de alta transcendência; mas sim, precisamente jocoso. Contava eu já com alguns anos da prática vegetariana que, decerto, já havia me rendido algumas aventuras nesse mundo administrado extremamente por pessoas que, em maioria, pertencem à ordem dos onívoros. A compreensão desses segundos, ditos normais, para com os primeiros não é de fácil explanação, haja vista, os inúmeros problemas que detalharei doravante. Foram muitos os enganos já passados. Inúmeras também foram as discriminações sofridas, outrora igualmente, descasos. Como exemplo entre tantos casos posso citar que em determinadas padarias, alguns atendentes cismam freqüentemente que pizzas de mussarela têm de possuírem presunto. Sendo a pizza de mussarela como compreender a inserção do presunto? Sendo assim, às vezes indago ao atendente: - Senhor, eu não como carne e esta pizza, que está no menu deste restaurante e que recebe o nome de “pizza de mussarela”, veio com presunto! E em seguida o sujeito responde de pronto: - Mas não tem carne, só mussarela e presunto! Mas o presunto não é só artifício de pizzaiolos, ou mesmo mais uma substância que compõe uma gama da gastronomia mundial. Certa vez estava em um restaurante de uma cidade praiana, acompanhado de minha senhora, quando realizei um pedido de um simples macarrão alho e óleo. Esperei por alguns minutos. Eis que de repente, o indubitável acontece: o garçom nos traz a impagável surpresa; o macarrão não possuía apenas o seu normal, como estava descrito no cardápio, e sim, além disso, trazia junto a ele fragmentos do afamado presunto. Além desses infortúnios, vale ressaltar que nós, os vegetarianos, escutamos comumente algumas confusões ou perquirições inexplicáveis, tais como: - Você não come carne não é? - Não – respondo categoricamente. - E frango, você come? – Insistem, e não contentes ainda exultam mais: - Ah! Mas peixe você come, não é? Com tantos equívocos assim, às vezes imagino um vergel, uma horta, ou mesmo uma seara onde são colhidos presuntos, frangos ou peixes, penso que na cabeça dessas pessoas o presunto pertence indubitavelmente à categoria dos legumes, frutas ou vegetais. Porém, além dessas confusões uma grande aventura estava reservada a mim, quando de uma dissaborosa passagem numa empresa em 2005, onde exercia a função de assistente de biblioteca, da qual prefiro não entrar em minudências. Nesta tal corporação eu levava todos os dias um recipiente para se carregar comida, popularmente conhecido pela a alcunha de marmita. No momento sacro, o almoço, dirigia-me em direção ao refeitório e retirava minha pequena vasilha em meio a tantas outras que disputavam com afinco por um espaço, o que me lembrava uma cena do metrô da zona leste paulistana. Obviamente que confusões aconteciam. Naquele dia estava faminto, e em pouco tempo a localizei. Sentei e meditei por alguns segundos de olhos fechados e em seguida os abri. Após isso, abri também o invólucro de meu almoço. Assombrado, arregalei os olhos. Bestificado, não acreditava no que estava diante de mim. “Meu Deus, o que isso?” Pensei. Minha feição também preocupou uma companheira de trabalho que acabara de sentar a minha frente e que me perguntou sobre o que se passava comigo. E logo percebeu que eu havia cometido um erro grave, e que possivelmente, por engano, teria retirado uma outra marmita. A quantidade de carne que via naquele momento me levou a inquirir sobre a possibilidade de que o verdadeiro dono daquela marmita não era apenas um onívoro ou carnívoro. Provavelmente o sujeito proprietário daquela refeição era um descendente dos índios goytacazes que habitaram a costa litorânea do Rio de Janeiro nos séculos XV e XVI, dos quais adoravam um banquetinho antropofágico. Dentro da marmita havia gigantescos bocados de lingüiça, além de lombo, alcatra, maminha, picanha, lagarto, entre outros répteis e talvez até pedaços humanos, em meio a uma comedida porção de arroz e feijão. Este susto terrível marcou-me por muito tempo, algo que me induzira a não perpetrar novamente este erro por um longo período da minha vida.

Paulo Tácio
-+-xXx-+-
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Texto muito divertido e interessante de meu nobre companheiro Paulo Tácio... outros deste camarada em breve figurarão nesta página.
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Type O Negative: "Love You To Death"

Feliz Páscoa

[Nina Simone: “Ne Me Quitte Pas”]

Ressucita! Volta à vida de sua fétida tumba. Traz de volta aos nossos dias todo o Evangelho da podridão. Ressucita!

[Opeth: “In My Time Of Need”]

Tu és aquele perante o qual todos se curvam. Curvam-se por quê? É, por acaso, digno de reverência, aquele que ensina a anti-natureza? Aquele que diz a todo ser que tem o instinto, que ter tal instinto é errado; é este ser digno de louvores e glórias? Se não nos é interessante exercer aquilo ao qual nossa natureza nos inclina, por que criar-nos com tal inclinação? Para fazer-nos de títeres de escárnio? Talvez sim. Mas permanece a pergunta: o ser que ri de nós por puro sadismo merece seus joelhos dobrados?

[She Wants Revenge: “Written In Blood”]

Por mil demônios! Qualquer pessoa minimamente coerente compreende que a covardia é aceitável, mas tomá-la como filosofia de vida é absolutamente repugnante. Pois bem. O que é, senão um cão covarde, aquele que ensina a seus discípulos que, ao receber um tapa na face direita, deve-se oferecer também a esquerda?

[Chico Buarque: “Noite Dos Mascarados”]

Erguer a cabeça perante os algozes é a auto-preservação, a mais alta das leis. Uma vez foi dito que a Lei Maior é amar ao próximo, mas quem disse isso disseminou o Amor ou as guerras ao redor do mundo? O livro mais vendido da história, um verdadeiro tratado de paz e Amor; não é este mesmo livro o maior causador de guerras de todos os tempos? O que peço não é ódio ou revolta. É apenas coerência.

[Los Solistas de Zagreb: “‘Concierto en La’: 1.Allegro molto”]

Neste clima ameno, desejo a todos uma feliz celebração da suposta ressurreição do disseminador da “Filosofia do Fracassado”. Mergulho o dedo no sangue aguado do impotente salvador e, em sua fronte cravejada de espinhos, escrevo “Eis o Verdadeiro Príncipe dos Escravos”. Não há Deus. Há masturbação espiritual.

Ministry: "Jesus Built My Hotrod"